Para se tornar um cirurgião
pediátrico, o médico tem de fazer
dois anos de residência em cirurgia geral.
Após isso, ele ainda fará mais três
anos de residência em cirurgia pediátrica,
onde verá as diferenças existentes
no tratamento a um adulto e a uma criança.
Além de serem mais delicadas de se trabalhar
por terem corpos menores do que os adultos, normalmente
as operações são realizadas
com anestesia geral e não necessitam de dormir
no hospital, as crianças ainda apresentam
problemas específicos desde a barriga da
mãe até a adolescência. Casos
cirúrgicos muito comuns em crianças
são as hérnias inguinais, hérnia
umbilical, testículos que estão situados
na bolsa escrotal, hipospádia, fimose, tumores,
entre outros (as descrições destas
situações podem ser encontradas na
seção casos
mais comuns). Depois da residência
em Cirurgia Pediátrica, o médico ainda
realiza provas escrita e oral e, caso aprovado,
recebe o título de Cirurgião Pediátrico.
Vale ressaltar que para
uma criança realizar uma cirurgia, são
feitos vários exames, onde os cirurgiões
pediátricos trabalham em conjunto com neonatologistas
e pediatras, a fim de encontrar a melhor solução
para o caso clínico. A opção
pela cirurgia será tomada, se o problema
atrapalhar de alguma forma o crescimento saudável
da criança.
A Cirurgia Pediátrica
é dividida em áreas, cada uma contando
com sua especificidade, que podem ser vistas abaixo:
Neonatal
– Fase de tratamento ao recém-nascido,
até os 28 dias de idade, tratando de bebês
prematuros ou a termo. A atuação do
cirurgião pediátrico consiste na constatação
de má-formações congênitas
e de como tratá-las cirurgicamente.
Pré-natal
– Período que engloba toda a gravidez,
onde são feitos exames para ver se o bebê
está se desenvolvendo de forma ideal. Caso
surja algum problema, o cirurgião pediátrico
conscientiza os pais da situação e
toma as medidas cirúrgicas adequadas, após
o nascimento da criança e, em alguns casos
(hidrofenoses, válvulas de uretra, como exemplo),
o cirurgião atua na criança ainda
intra-útero, realizando derivações
urinárias.
Urologia Pediátrica
– Os casos mais freqüentes nos quais
atuam os cirurgiões pediátricos são
relativos a má-formações e
doenças nos órgãos genitais
e urinários.
Trauma
– É um dos principais motivos de morte
de crianças em todo o mundo e os cirurgiões
pediátricos estão preparados para
lidar com qualquer situação traumática.
Oncologia Pediátrica
– Muitas crianças acabam desenvolvendo
tumores, sejam eles benignos ou malignos. O cirurgião
pediátrico tem a função de
ver o tratamento mais eficaz para a criança.
Vídeo-laparoscopia
- Modalidade que cada vez mais
faz parte da cirurgia pediátrica, mas que
necessita de um grande aprendizado.